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DESCONFORTO NA GESTAÇÃO

A gravidez gera diversas alterações no organismo da mãe que podem resultar em alguns sintomas muitas vezes desagradáveis. A nossa nutricionista materno infantil Francielly Crestani dá algumas dicas para evitar, ou, pelo menos, amenizar tais desconfortos.

NÁUSEAS E VÔMITOS: são muito frequentes, principalmente no primeiro trimestre de gestação. Esse mal-estar causado, principalmente, por mudanças hormonais, pode ocorrer em qualquer momento do dia, mas principalmente pela manhã.
- Faça refeições pequenas e mais frequentes. Evite ficar muito tempo sem se alimentar.
- Evite alimentos com odores e sabores fortes.
- Evite frituras, alimentos gordurosos, com muito molho e muito condimentados.
- Evite alimentos muito doces.
- Pela manhã, antes de levantar da cama, coma bolacha tipo “água e sal”, biscoito de polvilho ou torradinha.
- Levante lentamente da cama.
- Não escove os dentes em jejum.
- Água tônica, limonada ou limão podem ajudar a controlar a náusea.
- Experimente alimentos gelados, como sorvete, picolé e milk-shake.
- O consumo de gengibre tem se mostrado eficaz para diminuir as náuseas, podendo ser consumido na forma de lascas, cristais ou colocando um pedacinho no suco, no chá ou em sopas.
- Náuseas e vômitos por tempo prolongado, podem ocasionar perda de peso e colocar em risco a sua saúde e a do seu bebê. Informe seu médico.


AZIA OU REFLUXO: Ocorrem, principalmente, após as refeições, devido à pressão do útero sobre o estômago. São mais comuns no último trimestre de gestação.
- Faça refeições pequenas e frequentes, com poucas quantidades de líquidos.
- Evite grandes refeições antes de ir para a cama.
- Mastigue bem os alimentos e coma lentamente.
- Evite frituras e alimentos gordurosos e muito condimentados.
- Durma com a cabeceira da cama elevada. Colocar mais travesseiros pode ajudar.
- Use roupas soltas.


CONSTIPAÇÃO INTESTINAL: Ocorre, principalmente, devido às mudanças hormonais que relaxam a musculatura do intestino, diminuindo seu movimento. Também pode estar associada a uma alimentação pobre em fibras e com baixa ingestão de água.
- Aumente a ingestão de líquidos – no mínimo 6 copos ao dia. Dê preferência para a água.
- Consuma frutas secas nos lanches (figo, damasco e ameixa).
- Aumente, gradualmente, a ingestão de fibras em sua alimentação: coma mais frutas e hortaliças cruas e com casca, sempre muito bem lavadas. Utilize cereais integrais (pães, macarrão, arroz).
- Mastigue bem os alimentos e coma devagar.
- Não use laxantes, a menos que prescrito pelo seu médico. Eles podem diminuir a absorção de vitaminas e minerais.

Lembre-se: Diferentes soluções funcionam para diferentes mulheres. Analise o que pode ser útil para você e procure um nutricionista materno infantil para esclarecer suas dúvidas.

Escrito pela nutricionista materno infantil Francielly Crestani
Agendamento de consulta na Clínica Nutrissoma pelo telefone 51-33614012 

Intolerância à Lactose - Tratamento Nutricional

Em terra de brigadeiro e pudim de leite, quem pode consumir lactose é rei. Isso porque um número relativamente significativo da população tem apresentado dificuldades em digerir este componente do leite. A lactose, segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), é o principal carboidrato (açúcar) encontrado no leite e seus derivados, e para sua efetiva utilização pelo organismo, esse açúcar deve ser digerido pela enzima lactase, encontrada no intestino delgado dos humanos. A quebra da lactose pela enzima lactase libera monossacarídeos (glicose e galactose) que serão absorvidos e utilizados como fonte de energia.

Acontece que muitas pessoas apresentam queda da atividade enzimática da lactase, chamada de hipolactasia primária, passando a ter sintomas gastrointestinais associados à má digestão de lactose. De acordo com a FBG, a nossa capacidade de digestão e absorção da lactose cai com a idade e essa queda é determinada geneticamente, podendo ser observada, por exemplo, em até 90% de negros africanos e em torno de 10% entre brancos do norte da Europa. A Federação especula, ainda, que devido às questões raciais, no Brasil, até 50% da população possa vir a desenvolver a má absorção de lactose.

Confira entrevista com a Nutricionista Ana Carolina Bragança, da Clínica Nutrissoma de Porto Alegre:

Blog Vida em Equilíbrio - Os casos de intolerância alimentar relacionados ao leite de vaca têm aumentado entre a população mundial. Existe algum fator conhecido para este aumento?
Ana Carolina Bragança - Acredita-se que o aumento dos índices de intolerância alimentar pode ser consequência de alterações na microbiota intestinal dos indivíduos (por uso excessivo de antibióticos, medicamentos inibidores de ácido gástrico), exposição excessiva a alimentos industrializados e processados e baixos índices de aleitamento materno.

BVE - Que sintomas devemos ficar atentos quando se trata de intolerância à lactose?
ACB - Existem vários sintomas que podem indicar a intolerância. Sintomas como diarreia, cólicas abdominais, inchaço e flatulência são os mais comuns, que podem aparecer entre 30 minutos e 2 horas após ingerir alimentos que tenham lactose. Em casos mais graves, podem ocorrer vômitos, assadura na região anal, ataques de asma, refluxo e infecção no ouvido.

BVE - Que exames podem ser feitos para detectar o problema?
ACB - Os exames mais comuns são: Teste de intolerância à lactose: O paciente ingere uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, é feito uma coleta de amostra de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.
Teste de hidrogênio na respiração: considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose.
Teste de acidez nas fezes: é feita uma análise do nível de acidez no exame de fezes. Indivíduos com intolerância à lactose possuem fezes mais ácidas.

BVE - Existem diferentes níveis de intolerância? Algumas pessoas podem apresentar mais sensibilidade que outras?
ACB - Sim, o nível de tolerância à lactose pode variar de acordo com a capacidade de produção da enzima de cada indivíduo. Se a intolerância não for grave (maior parte dos intolerantes), o indivíduo não precisa cortar completamente qualquer alimento que contenha lactose e, com o passar do tempo, a pessoa vai aprendendo sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas da intolerância à lactose. Iogurtes e alguns queijos algumas vezes são bem tolerados em casos menos graves.

BVE - Qual a diferença entre intolerância à lactose e alergia à proteína do leite?
ACB - A Intolerância à lactose é uma deficiência na produção da enzima lactase (que digere o leite) podendo ser total ou parcial. Já a alergia a proteína do leite é uma reação alérgica à proteína do leite, que está diretamente relacionada ao sistema imunológico, normalmente já diagnosticada nos primeiros meses de vida. No caso da alergia não existe tolerância, pois quantidades mínimas da proteína já desencadeiam o processo alérgico.

BVE - Qualquer pessoa com intolerância à lactose pode consumir a enzima lactase? Qual a dosagem indicada?
ACB - Como a enzima lactase não é um tratamento, o uso da enzima lactase normalmente é indicado em casos em que o indivíduo come fora de casa ou quando ele quer provar algum alimento que contenha lactose. Normalmente é bem tolerada em casos menos graves de intolerância.
A dosagem a ser utilizada deve ser bem calculada para que o indivíduo não tenha novamente os sintomas e consequentemente cause um desequilíbrio da flora intestinal. Os fatores a serem considerados nesse cálculo são: a quantidade de lactase que o organismo produz, a quantidade de lactose que o indivíduo vai ingerir, a capacidade do indivíduo de digestão dos alimentos e a quantidade de enzima lactase que a capsula ou o sachê possuem.

BVE - Descoberto o problema, é preciso fazer acompanhamento médico com que frequência?
ACB - O médico é o profissional apto a fazer o diagnóstico da alergia ou da intolerância e o nutricionista é o profissional que faz o acompanhamento com a prescrição dietética. Normalmente inicia-se o tratamento com lactobacilos para equilibrar a flora intestinal e a dieta de acordo com o grau de tolerância e deficiências nutricionais. A frequência do acompanhamento vai depender de cada caso.

BVE - Além dos sintomas supracitados da intolerância, ela pode causar outros prejuízos à saúde, como danos ao intestino, dificuldades de absorção de nutrientes, aumento na produção de secreções, etc?
ACB - A intolerância a lactose não tratada pode causar um quadro de disbiose (desequilíbrio da flora intestinal) no paciente, aumentando a produção de bactérias patogênicas e diminuindo as bactérias benéficas no intestino, cometendo uma fermentação que leva à diarreia, prejudicando as funções de absorção de nutrientes e consequentemente o funcionamento do organismo.
Alterações da permeabilidade intestinal podem estar associadas a quadro de queda do sistema imunológico e aumento de inflamações e reações alergênicas: como rinite, sinusite, artrite, celulite, entre outros. Depressão, ansiedade, problemas de memórias, infecções urinárias de repetição, micoses, sintomas relacionados à falta de vitaminas e minerais, queda de cabelo, unhas fracas, osteoporose, anemia, entre muitos outros problemas podem aparecer.

Confira entrevista completa com a Nutricionista Ana Carolina Bragança, da Clínica Nutrissoma de Porto Alegre:http://www.cabergs.org.br/saude_e_bem_estar.aspx

Conheça os benefícios das folhas verdas na alimentação

Confira a participação da nutricionista Fernanda Bortolon da Clínica Nutrissoma no site do Jornal Zero Hora:  Não adianta torcer o nariz ou fazer cara feia. Consumir regularmente folhas é fundamentais para manter uma alimentação balanceada. São alimentos que oferecem inúmeros benefícios como vitaminas e minerais essenciais para a saúde e manutenção do micronutrientes. Muitas delas também contêm antioxidantes, moléculas capazes de conter os danos oxidativos provocados pelos radicais livres — prevenindo, assim, o envelhecimento das células do corpo e ainda agindo na prevenção de diversos tipos de câncer.
Outra vantagem é que esses vegetais têm muitas fibras e poucas calorias, sendo uma boa alternativa de conseguir saciedade por mais tempo. No mercado não faltam opções: alface, rúcula, couve e agrião são apenas algumas das variedades disponíveis, atendendo a diversos gostos e bolsos.
Para quem não é muito fã das porções verdes no prato, a a nutricionista e especialista em nutrição Materno-Infantil Camila Seffrin Martinevski dá algumas dicas:
— Pode-se começar inserindo as folhas em outras preparações como suflês, recheios de massas, bolos e sucos. Outra opção para ir se acostumando com a saladas é preparar uma versão mais completa, com outros ingredientes de sua preferência além dos vegetais.
A nutricionista e especialista em oncologia Fernanda Bortolon orienta que o consumo deve ser diário, e que o ideal é ingerir pelo menos duas variedades por dia.
Para incentivar quem ainda não começou e informar quem já é adepto da salada, Camila e Fernanda indicam os benefícios das folhas mais comuns. Confira.
Alface: É um dos itens mais comuns entre as saladas. Disponível nas versões lisa, crespa, mimosa e americana, é boa fonte de vitamina C, potássio e ferro. A roxa apresenta uma vantagem: tem 2,5mg a mais de ferro a cada 100 gramas que os outros tipos. A alface tem, ainda, uma substância chamada lactutina, que ajuda a acalmar e relaxar o corpo. Indica-se que se faça um chá das folhas e tome meio litro da infusão ao longo do dia.
Quantidade recomendada: 100 gramas por dia
Calorias: entre nove e 14 calorias a cada 100 gramas
Formas de preparo: apesar de muito utilizada nas saladas, a alface pode ser acrescentada em preparações quentes como suflês ou tortas.
Agrião: Pequenas, as folhinhas picantes do agrião são uma fonte importante de vitamina C: são mais de 60 mg a cada 100 gramas. Também possui ferro, cálcio, potássio e vitaminas A e B1.
Quantidade recomendada: 100 gramas por dia
Calorias: menos de 20 calorias em 100 gramas
Formas de preparo: pode ser consumido crus, refogado ou em sucos, substituindo a couve
Acelga: Também conhecida como couve chinesa, a acelga chama a atenção por suas folhas e talos tenros. Apesar de batizada como couve, este vegetal é da família da beterraba. Entre as suas propriedades, destacam-se o ácido siríngico e as fibras, que ajudam a regular os níveis de açúcar do sangue. Também possui vitaminas B6, C e K, potássio, fósforo.
Quantidade recomendada: 100 gramas por dia
Calorias: 21 calorias em 100 gramas
Formas de preparo: pode ser utilizada em saladas, refogados e também substituir algumas massas no preparo de panquecas e rolinhos recheados.
Couve: Folha que ganhou fama depois de virar febre nos sucos, a couve é uma excelente fonte de cálcio. Também tem boas quantidades de potássio, ferro e vitaminas B2, B3 e C.
Quantidade recomendada: cinco folhas por dia
Calorias: 27 calorias a cada 100 gramas
Sugestões de preparo: versátil, vai bem desde a versão refogada que acompanha a feijoada até liquidificada em sucos verdes. O aporte de fibras e de cálcio aumenta depois que ela é cozida.
Espinafre: É um alimento rico em ferro, magnésio, potássio e vitaminas A, B2 e K. Essencial para o sistema nervoso, alguns estudos sugerem que ele pode proteger contra o Alzheimer.
Quantidade recomendada: meio prato de sobremesa, três vezes por semana
Calorias: 16 calorias em 100 gramas
Sugestões de preparo: para potencializar suas propriedades, vale combinar as folhas com outro alimento rico em vitamina C, como as frutas cítricas. Pode ser consumido cru em saladas ou sanduíches, refogado, em suflês, tortas e no recheio de preparações.
Rúcula: Outra folha de sabor picante, a rúcula vai bem em saladas e sucos, e também para incrementar outros pratos como risotos e coberturas de pizzas. Tem cálcio, ferro, potássio e vitaminas A e C. Também é rica em fibras, melhorando o trânsito intestinal e prevenindo doenças como o câncer de cólon. É cheia de antioxidantes que combatem os radicais livres.
Quantidade recomendada: 100 gramas por dia
Calorias: aproximadamente 25 calorias em 100 gramas
Sugestões de preparo: apesar de ser usada em pratos quentes, mantém melhor os nutrientes quando consumida crua.
Repolho: Vitaminas A, C e K, potássio e ferro são apenas alguns dos nutrientes dessas folhas parentes da couve, do brócolis e da couve-flor. Tem propriedades cicatrizantes e auxilia na melhora do sistema imunológico. O repolho roxo tem antocianinas, substâncias com propriedades anti-inflamatórias. Se consumido regularmente, ajuda a reduzir a inflamação do organismo, colaborando para redução de problemas como artrite e doenças cardíacas.
Quantidade recomendada: 100 gramas por dia
Calorias: 17 calorias a cada 100 gramas
Sugestões de preparo: pode ser consumido cru ou cozido. No entanto, pessoas com tendência a ter gases devem dar preferência à versão cozida, pois as folhas podem aumentar a sensação de desconforto. Uma leve passagem por água fervente já é o bastante para reduzir os antinutrientes responsáveis pelos gases.
Molhos para sair da mesmice: Utilizar molhos é uma boa ideia para incrementar as folhas, mas tome cuidado com as versões industrializadas, que costumam ter muita gordura e sódio. Os caseiros são sempre a melhor opção. Conheça duas receitas.
Molho de iogurte e ervas
Ingredientes
3/4 de xícara (chá) de iogurte desnatado
2 colheres (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de cebolinha verde picada
1 colher (sopa) de manjericão picado
2 colheres (chá) de mel
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1/2 colher (sopa) de alho esmagado
Modo de preparo: misture bem todos os ingredientes e sirva.
Molho cítrico
Ingredientes
½ laranja
½ bergamota
½ limão
4 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem
Sal a gosto
Modo de preparo: esprema os cítricos e tempere com sal e azeite. Sirva imediatamente para aproveitar os benefícios das frutas


Quais Exames Laboratoriais o Nutricionista Pode Solicitar?

Você sabia que solicitar exames laboratoriais é uma das competências do nutricionista? Isso mesmo! Levando em consideração uma abordagem nutricional completa, os exames laboratoriais fazem parte de um conjunto de parâmetros que direcionam o nutricionista na avaliação do estado nutricional do paciente. Dentre estes parâmetros, podemos citar: avaliação antropométricadietética, clínica, comportamental, e claro, bioquímica. A partir deste processo, o profissional determinará as prescrições necessárias para que o objetivo nutricional seja alcançado com excelência.

Cada parâmetro, isoladamente, não fornece o diagnóstico global do paciente! Interpretar um exame isolado, apenas o IMC, um sinal clínico ou as dobras cutâneas, por exemplo, não fornecerá dados suficientes para que o profissional feche sua conduta adequadamente. Claro que nem sempre é possível ter condições ideais para se realizar um bom diagnóstico nutricional, porém o nutricionista deve conhecer as limitações de cada parâmetro, minimizando assim, possíveis erros de interpretação do estado nutricional do indivíduo.


Sabia que é respaldada por lei, a solicitação de exames laboratoriais pelo nutricionista?
Art 4º, parágrafo VIII – É atribuído ao nutricionista a solicitação de exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietético.
Art 1º – Compete ao nutricionista a solicitação de exames laboratoriais necessários à avaliação, à prescrição e à evolução nutricional do cliente-paciente.

Sendo assim, o que deve conter no formulário de solicitação?

  • nome do paciente
  • exames solicitados
  • data
  • carimbo e assinatura do profissional solicitante (com número de inscrição no Conselho Regional de Nutricionistas – CRN e respectiva jurisdição)


E quais exames são de maior interesse para o diagnóstico nutricional?

  • Exames laboratoriais utilizados em desnutrição proteica: hemograma completo, proteínas totais, proteína ligadora de retinol, índice de creatinina-altura (ICA)
  • Exames bioquímicos para avaliação e acompanhamento de doenças cardiovasculares: triglicérides,colesterol total, HDL, LDL, VLDL, apoliproteína A, apolipoproteína B, índice de Castelli I, índice de Castelli II
  • Exames utilizados para acompanhamento de doenças endócrinas: glicemia, teste oral de tolerância à glicose, insulina, peptídeo C, hemoglobina glicada
  • Exames para avaliação da tireoide: tiroxina (total e livre), triiodotironina, globulina ligadora de tiroxina (TGB), hormônio estimulador da tireóide (TSH)
  • Exames utilizados para acompanhamento de doenças renais: gasometria, uréia, creatinina, sódio, cálcio (total e iônico), potássio sérico, fósforo sérico, magnésio sérico, ácido úrico, oxalato, citrato, proteína, filtração glomerular
  • Exames laboratoriais para acompanhamento de doenças hepáticas: alanina aminotransferase (ALT); aspartato aminotransferase (AST), gama glutamiltransferase (GGT), bilirrubina
  • Exames laboratoriais para acompanhamento de anemia: ferro, transferrina, ferritina, capacidade total de ligação do ferro
  • Acompanhamento laboratorial de carências específicas advindas de cirurgia bariátrica e/ou outras desordens: vitamina B12, ácido fólico, cálcio total, cálcio iônico, ferro, zinco, sódio, fósforo, selênio, cloro, vitamina A, vitamina C, vitamina E, vitamina K, vitamina B6, vitamina B2, vitamina D3
  • Outros hormônios: ACTH, ADH, calcitonina, cortisol, FSH, GH, progesterona, prolactina, testosterona
  • Outros exames: amilase, amônia, beta HCG, ceruloplasmina, frutosamina, gastrina, leptina, lipase, oxalato, tempo de protrombina
Solicitar exames é muito importante e útil no fechamento do diagnóstico nutricional do paciente. Porém, lembre-se que compete ao nutricionista inteira responsabilidade sobre as justificativas técnicas para tais solicitações, bem como sobre a leitura e interpretação dos resultados que estes exames oferecem. Ou seja, para pedir um exame e interpretá-lo é preciso muito estudo e qualificação!
Também leve em consideração as condições de seu paciente, pois não será altamente necessário pedir muitos exames de uma só vez, tendo em vista que várias pessoas não têm plano de saúde e que estes exames podem ser mais caros. Sendo assim, solicite os exames mais necessários em cada momento doacompanhamento nutricional.
Fonte: Cookie Tecnologia e Marketing

DIETA DE ACORDO COM O RESULTADO DO TESTE GENÉTICO

Através de testes genéticos, é possível identificar variantes do DNA que identificam a probabilidade do indivíduo desenvolver doenças ao longo da vida. Dessa forma, o teste oferece ferramentas para uma personalização mais refinada do plano alimentar, focado na prevenção.
Quando há indicação, as nutricionistas da Clínica Nutrissoma, em comum acordo com o paciente, solicitam o exame durante a consulta, indicam um  ou mais laboratórios de confiança,  interpretam os resultados, personalizando o  plano alimentar do paciente.

Teff: conheça o poder da farinha sem glúten que faz sucesso entre chefs funcionais

Hoje, o Blog Barra de Cereal postoua matéria sobre o Teff, um grão pouco conhecido, escrita pela Jornalista Aline Mendes, com a ajuda da nossa nutricionista Ana Carolina Bragança. 

TEFF
É um grão originário da Etiópia, com variedade de cores do branco, vermelho e marrom. Possui quantidades significativas de minerais, aminoácidos essenciais e antioxidantes e também é naturalmente livre de glúten. Na Etiópia, seu consumo é através da produção de um tipo de pão, chamado Injera.

SETE BENEFÍCIOS
1 – Não possui glúten: uma ótima opção para dietas de portadores de doença celíaca
2 – Rico em cálcio: mineral essencial para formação e manutenção dos dentes e ossos
3 – Rico em fibras: auxiliam no trato intestinal e prolongam a saciedade
4 – Rico em proteínas: nutriente essencial para formação e manutenção de órgãos e tecidos
5 – Carboidratos complexos:  são carboidratos de lenta absorção, que dão energia e saciedade mais prolongadas, auxiliando em dietas para ganho de massa magra, controle de glicemia e até emagrecimento
6 – Rico em fósforo: importante na atividade metabólica celular, atua no metabolismo de glicídios e age na contração muscular, além atuar também na formação de dentes e ossos
7 – Rico em magnésio: atua na regulação do transporte de açúcar e na produção de hormônios de crescimento dos ossos.
Pode ser encontrada em lojas de produtos naturais e em algumas feiras, sendo dificilmente encontrado em mercados convencionais.
POR QUE É TÃO CARO?
Provavelmente pela sua menor produção, comparado a demais grãos produzidos em grandes escalas, como a farinha de trigo, por exemplo. Em geral, as farinhas sem glúten são mais caras também por precisarem ser processadas em instalações que sejam certificadas como livres de glúten, para que não ocorra a contaminação cruzada.
COMO INCLUIR NA ALIMENTAÇÃO
Podemos consumir em forma de grão cozido, substituindo o carboidrato da refeição, no preparo de risotos ou acrescentando na salada ou sopas. Na forma de farinha, é possível fazer fazer pães, massas, panquecas, bolos, biscoitos, adicionar em vitaminas de frutas, iogurtes ou também engrossar caldos e sopas.

Você sabia que seu nutricionista pode e deve fazer solicitação de exames laboratoriais!?

Muitos pessoas se queixam que os planos de saúde não cobrem os exames laboratoriais que seus nutricionistas solicitam. 

Porém muitos não sabem que segundo a Lei n. 8.234/1991 (que regulamenta a profissão de nutricionista e determina outras providências) no seu art. 4, inciso VIII e na Resolução CFN n. 306/2003 (dispõe sobre a solicitação de exames laboratoriais na área de Nutrição Clínica) em seu art.1, permitem aos nutricionistas a solicitação de exames laboratoriais necessários à avaliação, à prescrição e à evolução nutricional de seus clientes-pacientes. Exames de sangue são necessários ao acompanhamento dietoterápico do paciente.


Sete benefícios do cacau

Confira a matéria de Páscoa que a nossa nutri Fernanda Bortolon escreveu para o blog barra de cereal 
1 - Contém vitaminas e minerais, como potássio e cobre – Ajudam a melhorar a saúde cardiovascular, e o ferro, que transporta oxigênio. O cálcio e o magnésio também são encontrados nas sementes de cacau, que são necessários para que todos os principais órgãos funcionem corretamente.
2 - Contém flavonoides – Previne o aparecimento de coágulos sanguíneos, pois colaboram para tornar as plaquetas do sangue menos viscosas e, portanto, reduzem a principal causa de ataques cardíacos e derrames.
3 - Também faz bem para o sistema nervoso e para a memória - Os mesmos flavonoides que ajudam no humor também agem em outras partes do corpo. Eles podem melhorar as funções cognitivas, devido um efeito sobre a oxigenação cerebral.
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4 - Ajuda o corpo a metabolizar o açúcar e reduzir a resistência à insulina - Um bom aliado aos Diabéticos.
5 - Contém quantidades significativas de triptofano - Um aminoácido essencial que colabora para produção de serotonina e melatonina, dois neurotransmissores que combatem o estresse e desempenham um papel importante na regulação do humor.
6 - Possuem teobromina e anandamida - Ajudam a acelerar o metabolismo e reduzem a fome emocional.
7 - Pode agir como um filtro solar natural - A boa concentração dos polifenóis neutraliza a ação dos radicais livres gerados pela radiação. Isso protege a pele do envelhecimento precoce e, consequentemente, do câncer.
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Em quais tipos de chocolate existentes no mercado podemos nos valer destes benefícios? 
- 75% a 85% de cacau (extra amargo) - Melhor opção para consumo, pois contém quantidade muito maior de maior de cacau que os outros existentes e com isso de nutrientes benéficos também.
- 50% a 75% de cacau (amargo) e 35% a 50% de cacau (meio amargo) - São uma boa opção, mas vale lembrar que o meio amargo terá quantidade maior de açucares e gordura saturada na sua composição.
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ATENÇÃO PARA OS TIPOS ABAIXO
- 30% a 40% de cacau (ao leite) - É a mais comum, gordura saturada e açúcares em sua composição. Possui baixa quantidade de cacau.
- Chocolates diet - Devemos prestar muita atenção, pois neste alimento é feita a retirada de AÇÚCARES (por se tratar de um alimento para diabéticos, ou pessoas que precisem da restrição de açúcares em suas dietas), mas ele também apresenta altos índices de gorduras saturadas.
- Chocolate Branco - É feito da manteiga do cacau, leite em pó e açúcar, ou seja, é extraído somente a manteiga do cacau, o que o torna mais calórico e que mais apresenta gordura na sua composição.
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Quantidade recomendada por dia
Em média de 30g, lembrando que esse valor é referente a ingestão do chocolate amargo e extra amargo.
Quais chocolates devemos evitar?
Os brancos, que possuem uma grande quantidade de gorduras e açúcares na sua composição, e as versões ao leite, que também apresentam uma grande quantidade dessas mesmas substâncias.
Nutrissoma - Rua Marquês do Pombal, 1824/303 - Higienópolis- Porto Alegre-RS Fone:(51)33614012