Mostrando postagens com marcador Problemas Gastrointestinais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Problemas Gastrointestinais. Mostrar todas as postagens

Intolerância à Lactose - Tratamento Nutricional

Em terra de brigadeiro e pudim de leite, quem pode consumir lactose é rei. Isso porque um número relativamente significativo da população tem apresentado dificuldades em digerir este componente do leite. A lactose, segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), é o principal carboidrato (açúcar) encontrado no leite e seus derivados, e para sua efetiva utilização pelo organismo, esse açúcar deve ser digerido pela enzima lactase, encontrada no intestino delgado dos humanos. A quebra da lactose pela enzima lactase libera monossacarídeos (glicose e galactose) que serão absorvidos e utilizados como fonte de energia.

Acontece que muitas pessoas apresentam queda da atividade enzimática da lactase, chamada de hipolactasia primária, passando a ter sintomas gastrointestinais associados à má digestão de lactose. De acordo com a FBG, a nossa capacidade de digestão e absorção da lactose cai com a idade e essa queda é determinada geneticamente, podendo ser observada, por exemplo, em até 90% de negros africanos e em torno de 10% entre brancos do norte da Europa. A Federação especula, ainda, que devido às questões raciais, no Brasil, até 50% da população possa vir a desenvolver a má absorção de lactose.

Confira entrevista com a Nutricionista Ana Carolina Bragança, da Clínica Nutrissoma de Porto Alegre:

Blog Vida em Equilíbrio - Os casos de intolerância alimentar relacionados ao leite de vaca têm aumentado entre a população mundial. Existe algum fator conhecido para este aumento?
Ana Carolina Bragança - Acredita-se que o aumento dos índices de intolerância alimentar pode ser consequência de alterações na microbiota intestinal dos indivíduos (por uso excessivo de antibióticos, medicamentos inibidores de ácido gástrico), exposição excessiva a alimentos industrializados e processados e baixos índices de aleitamento materno.

BVE - Que sintomas devemos ficar atentos quando se trata de intolerância à lactose?
ACB - Existem vários sintomas que podem indicar a intolerância. Sintomas como diarreia, cólicas abdominais, inchaço e flatulência são os mais comuns, que podem aparecer entre 30 minutos e 2 horas após ingerir alimentos que tenham lactose. Em casos mais graves, podem ocorrer vômitos, assadura na região anal, ataques de asma, refluxo e infecção no ouvido.

BVE - Que exames podem ser feitos para detectar o problema?
ACB - Os exames mais comuns são: Teste de intolerância à lactose: O paciente ingere uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, é feito uma coleta de amostra de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.
Teste de hidrogênio na respiração: considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose.
Teste de acidez nas fezes: é feita uma análise do nível de acidez no exame de fezes. Indivíduos com intolerância à lactose possuem fezes mais ácidas.

BVE - Existem diferentes níveis de intolerância? Algumas pessoas podem apresentar mais sensibilidade que outras?
ACB - Sim, o nível de tolerância à lactose pode variar de acordo com a capacidade de produção da enzima de cada indivíduo. Se a intolerância não for grave (maior parte dos intolerantes), o indivíduo não precisa cortar completamente qualquer alimento que contenha lactose e, com o passar do tempo, a pessoa vai aprendendo sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas da intolerância à lactose. Iogurtes e alguns queijos algumas vezes são bem tolerados em casos menos graves.

BVE - Qual a diferença entre intolerância à lactose e alergia à proteína do leite?
ACB - A Intolerância à lactose é uma deficiência na produção da enzima lactase (que digere o leite) podendo ser total ou parcial. Já a alergia a proteína do leite é uma reação alérgica à proteína do leite, que está diretamente relacionada ao sistema imunológico, normalmente já diagnosticada nos primeiros meses de vida. No caso da alergia não existe tolerância, pois quantidades mínimas da proteína já desencadeiam o processo alérgico.

BVE - Qualquer pessoa com intolerância à lactose pode consumir a enzima lactase? Qual a dosagem indicada?
ACB - Como a enzima lactase não é um tratamento, o uso da enzima lactase normalmente é indicado em casos em que o indivíduo come fora de casa ou quando ele quer provar algum alimento que contenha lactose. Normalmente é bem tolerada em casos menos graves de intolerância.
A dosagem a ser utilizada deve ser bem calculada para que o indivíduo não tenha novamente os sintomas e consequentemente cause um desequilíbrio da flora intestinal. Os fatores a serem considerados nesse cálculo são: a quantidade de lactase que o organismo produz, a quantidade de lactose que o indivíduo vai ingerir, a capacidade do indivíduo de digestão dos alimentos e a quantidade de enzima lactase que a capsula ou o sachê possuem.

BVE - Descoberto o problema, é preciso fazer acompanhamento médico com que frequência?
ACB - O médico é o profissional apto a fazer o diagnóstico da alergia ou da intolerância e o nutricionista é o profissional que faz o acompanhamento com a prescrição dietética. Normalmente inicia-se o tratamento com lactobacilos para equilibrar a flora intestinal e a dieta de acordo com o grau de tolerância e deficiências nutricionais. A frequência do acompanhamento vai depender de cada caso.

BVE - Além dos sintomas supracitados da intolerância, ela pode causar outros prejuízos à saúde, como danos ao intestino, dificuldades de absorção de nutrientes, aumento na produção de secreções, etc?
ACB - A intolerância a lactose não tratada pode causar um quadro de disbiose (desequilíbrio da flora intestinal) no paciente, aumentando a produção de bactérias patogênicas e diminuindo as bactérias benéficas no intestino, cometendo uma fermentação que leva à diarreia, prejudicando as funções de absorção de nutrientes e consequentemente o funcionamento do organismo.
Alterações da permeabilidade intestinal podem estar associadas a quadro de queda do sistema imunológico e aumento de inflamações e reações alergênicas: como rinite, sinusite, artrite, celulite, entre outros. Depressão, ansiedade, problemas de memórias, infecções urinárias de repetição, micoses, sintomas relacionados à falta de vitaminas e minerais, queda de cabelo, unhas fracas, osteoporose, anemia, entre muitos outros problemas podem aparecer.

Confira entrevista completa com a Nutricionista Ana Carolina Bragança, da Clínica Nutrissoma de Porto Alegre:http://www.cabergs.org.br/saude_e_bem_estar.aspx

COMO MELHORAR A SAÚDE INTESTINAL

Matéria escrita pela nossa nutricionista funcional Gabriela Port, publicada pelo Blog Barra de Cereal:
O intestino é o órgão responsável pela absorção de nutrientes e água, age na defesa do organismo como barreira para entrada de micro-organismos patogênicos e toxinas, produz hormônios como a serotonina e possui anticorpos.
Assim, o funcionamento perfeito do intestino é mais importante do que você imagina! Muitas pessoas consideram normais alguns sintomas como constipação, distensão abdominal e excesso de gases, porém estes são sinalizadores da disbiose intestinal.
Quando o desequilíbrio intestinal (disbiose) acontece existe um desequilíbrio entre a microbiota intestinal (bactérias benéficas = probióticos) e as bactérias nocivas, causando desde desconfortos intestinais até problemas sistêmicos que aparentemente não têm relação com o intestino como alergias, alterações de humor, infecções, aumento de peso…
A alimentação faz toda a diferença na saúde intestinal, aumentando o número de bactérias benéficas e reduzindo a presença de “invasores”.

DEVEMOS EVITAR
Alguns alimentos devem ser evitados, pois prejudicam a microbiota intestinal: açúcar refinado, gorduras, alimentos industrializados, bebidas alcoólicas, cigarro, consumo exagerado de proteína animal. Para algumas pessoas, é indicado evitar leite e derivados, glúten.
ALIMENTOS QUE MELHORAM A SAÚDE INTESTINAL
Prebióticos são fibras alimentares não digeríveis que têm como benefícios:
- Manutenção da microbiota intestinal
- Melhora do trânsito intestinal
- Consistência normal das fezes, prevenindo a diarreia e a constipação intestinal
- Seleção do crescimento e a atividade de uma ou mais espécies bacterianas no intestino
- Absorção seletiva das substâncias necessárias para o organismo, eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol
- Estímulo do crescimento das bifidobactérias, responsáveis por inibirem a atividade de outras bactérias que são putrefativas e intoxicantes
Fontes alimentares: farinha e a biomassa de banana verde, batata yacon, batata doce, cebola, alho, cereais integrais, maracujá, maçã, linhaça, gergelim, amêndoas, soja, feijão, aspargos, alcachofra, chicória.
Probióticos são microrganismos que, quando ingeridos em quantidade suficiente, promovem a recolonização da microbiota intestinal. Benefícios:
- Fortalecimento do sistema imunológico através de maior produção de células protetoras,
- Equilíbrio da microbiota intestinal, atuando na capacidade do organismo se desintoxicar de excessos e toxinas,
- Otimização da digestão e absorção de nutrientes.
Fontes: alimentos como o keffir, leite fermentado e suplementos em cápsula ou em pó.

DIVERTICULOSE- DIVERTICULITE

Os divertículos são pequenas bolsas formadas na parede e no revestimento do cólon) aparecem mais comumente no cólon sigmóide (área de alta pressão do cólon), geralmente em pessoas acima do peso e com constipação intestinal.

 Quando bactérias e outros agentes irritantes(fezes) se encontram  nos diverticulos, há inflamação (diverticulite), que pode provocar dor; distensão e desconformto abdominal; náuseas e vômitos; calafrios e febre; diarréia ou constipação do tipo espático (mais frequente) e outras alterações.

Os fármacos geralmente usados são os anticolinérgicos, antibióticos, agentesespessantes ou amaciadores de fezes.
A dieta é semelhante à usada na constipação intestinal, variando se atônica (diverticulose) ou espástica (diverticulite). A descompensação do quadro pode requerer intervenção cirúrgica.

TRATAMENTO NUTRICIONAL DE FISSURAS ANAIS

São ulcerações doloridas, fendas ou sulcos na margem do ânus. Podem dar origem à inflamação do reto (proctite) e do tecido conjuntivo frouxo preirretal (periproctite). Cursa com dor durante e após a defecação, tendencia à constipação e sangue nas fezes, de cor vermelho vivo, em gotas e, ocasionalmente, com sangramento abundante. A cirurgia é feita em caso de necessidade, e a dieta objetiva a regularização da função intestinal, com evacuações de consistência mais amolecida (pastosa).
Quando não houver dor, a dieta deve ser igual à dieta da constipação atônica (fria ou gelada, carboidratos complexos, celulose crua) e quando houver dor, dieta igual à da constipação espática (fibra modificada pela cocção, isento de purinas, fracionamento aumentado, volume diminuído, isenta de alimentos de difícil digestibilidad, flatulentos e fermentativos). Utilizar coquetel laxativo natural feito com ameixa.

Nutrissoma - Rua Marquês do Pombal, 1824/303 - Higienópolis- Porto Alegre-RS Fone:(51)33614012