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ALIMENTOS PARA CADA FASE DA GESTAÇÃO

Durante toda a gestação é importante manter a alimentação variada, evitando os extremos. Não há necessidade de fazer restrições (exceto em caso de tratamento para patologias específicas da paciente), mas também não é indicado que a gestante coma em quantidades exageradas! O controle do ganho de peso faz parte de um acompanhamento e tratamento nutricional, que prevê o bem estar materno e fetal, bem como o melhor desfecho da gestação.
Assim, o cardápio da mulher na gestação deve estar permeado de alimentos frescos e naturais, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas, carnes, ovos e lácteos pouco processados são a principal fonte de alimentos nesta fase. Mas é claro que muitas vezes a rotina impõe algumas situações e a necessidade de utilizar industrializados é
inevitável! Neste caso, a orientação é priorizar aqueles com menor número de ingredientes, principalmente com menor quantidade de gorduras saturadas e trans, sódio e conservantes.

lembrete: siga a orientação do seu nutricionista e do seu obstetra
Abaixo, a nutricionista nossa nutricionista materno infantil indica alguns nutrientes importantes em cada fase da gestação:
Primeiro trimestre
O primeiro trimestre é o momento em que o sistema neurológico do bebê está iniciando a formação, e por isso a gestante deve priorizar alimentos ricos em ácido fólico, encontrado em vegetais verde escuros, feijões e cereais integrais. Além deste, também são importante o zinco, selênio e vitamina B12. Para garantir aporte adequado de todos estes nutrientes, a alimentação deve ser incrementada em alimentos de origem animal (crustáceos, carnes de vaga, frango e peixes ovos e leite); gérmen de trigo, gergelim, cereais integrais.

Segundo trimestre
Neste período, dentre outros nutrientes, gestante tem uma maior necessidade de cálcio, tendo em vista que a demanda do bebê aumenta consideravelmente a partir do 2° trimestre. Portanto as mulheres devem incrementar a alimentação com fontes deste nutriente. Para aquelas que consomem leite e derivados, devem ficar atentas para as porções diárias, que devem ficar em torno de 3 ou 4 porções, associando outros alimentos além dos lácteos. Para aquelas que não são adeptas aos lácteos, vale intensificar o consumo de alimentos como chia, aveia, gergelim, tofu e sardinha, por exemplo.

Terceiro trimestre
O último trimestre de gestação acumula as necessidades dos dois primeiros, e ainda acrescenta uma necessidade maior de ferro. Portanto, a gestante deve ficar atenta para garantir que vai consumir quantidade suficiente de ferro, para manter o seu aporte adequado, mesmo tendo uma necessidade maior por parte do bebê. Então, o cardápio pede carnes e vegetais verde e escuros; Além destes, as algas marinhas, leguminosas e oleaginosas podem contribuir com um bom aporte deste nutriente.

Vale lembrar que o consumo de frutas cítricas ricas em vitamina C, junto às refeições ricas em ferro, pode facilitar a absorção deste nutriente no organismo.

Saiba como evitar o excesso de peso durante a gestação

CONFIRA A MATÉRIA PUBLICADA DIA 23 DE AGOSTO PELA JORNALISTA ALINE MENTES DO BLOG BARRA DE CEREAL DO CLIC RBS DO SITE DA ZERO HORA:

Uma das preocupações das futuras mamães é o excesso de peso e a volta à forma física. A nutricionista materno-infantil Ana Carolina Terrazzan, da Clínica Nutrissoma, explica como um planejamento pode ajudar as gestantes (e as futuras) a se livrarem dos quilinhos extras.
Antes de a mulher engravidar, que recomendações ela deve seguir para evitar o excesso de peso durante a gestação?
Para aquelas mulheres que já estão pensando em engravidar e estão preocupadas em manter a boa forma, é sempre válido iniciar o acompanhamento com uma nutricionista materno-infantil, independentemente do estado nutricional. Assim, é possível verificar se a alimentação está adequada e se a mulher está bem nutrida.
Para aquelas que estão um pouquinho acima do peso, o acompanhamento é fundamental, pois permite a programação da perda de peso antes da gestação.

É possível evitar o ganho de peso durante a gestação?
Neste período não é indicado “não ganhar peso”. O ganho de peso na gestação não significa simplesmente aumento de gordura corporal. Durante a gestação, ocorre aumento de diversos “compartimentos corpóreos”: os seios aumentam de tamanho, o fluxo sanguíneo a e quantidade de líquidos aumentam, há também o peso da placenta e o líquido amniótico. Portanto, o aumento de peso deve ocorrer. Mas deve ser controlado. A determinação varia conforme o estado nutricional da mulher antes de engravidar, e varia de cinco a nove quilos para mulheres com obesidade pré-gestacional até 12,5 a 18 quilos para para mulheres com baixo peso pré-gestacional (conforme Institute of Medicine, 2009).

Gestante precisa comer por dois?
Não. Embora ela esteja gerando uma criança, que precisa receber alimento e nutrientes, não há necessidade de consumo muito elevado de alimentos na gestação. O que a mulher deve, sim, fazer é manter a alimentação variada, equilibrada, para que consuma todos os macro e micronutrientes necessários para seu bem estar, e para manutenção do estado nutricional adequado.

É verdade que gestante não pode usar adoçante e leite desnatado? Como suspender o uso sem engordar?

Conforme a American Diabetes Association (ADA), os adoçantes aprovados para uso pela população, incluindo  gestantes são: aspartame, acesulfame-K, sacarina, sucralose e neotame. No entanto, o uso deve ser orientado para as gestantes que realmente necessitam evitar consumo de sacarose. Para as mulheres que utilizam adoçantes antes da gestação, o importante é avaliar a quantidade e o tipo que está sendo utilizado, para então definir as orientações.O leite desnatado pode ser utilizado pela mulher durante a gestação.

É possível continuar fazendo exercícios físicos durante a gestação?
Desde que haja liberação médica. A prática de exercício físico é grande aliada para o controle do ganho de peso, além de ser essencial para a saúde da mulher, inclusive durante gestação. A dica é procurar profissionais que tenham habilidade e formação para trabalhar e orientar gestantes, para garantir que o exercício seja de fato um aliado, e traga benefícios também durante este período.
Amamentar emagrece? Qual o segredo das mamães que voltam a sua boa forma após a gestação?
O organismo da mulher tem gasto energético aumentado na fase de amamentação, exatamente para a produção do leite materno, podendo a amamentação ser um fator auxiliar na perda de peso pós parto. Mas é necessário ter atenção à alimentação, que deve ser equilibrada e deve suprir as necessidades nutricionais desta fase. Muitas mulheres, no período de amamentação, dizem sentir a mesma fome que sentiam na gestação, ou ainda mais fome. Nestes casos, é preciso ter cuidado, pois o consumo excessivo de alimentos, pode levar à retenção do peso ou ainda ao aumento de peso pós-parto. Assim, para que a amamentação seja coadjuvante na perda de peso pós parto, é necessário manter a alimentação variada, adequada e equilibrada, e não se deve fazer dietas restritivas durante a amamentação (exceto em casos específicos de alergias ou outras patologias). E para que o equilíbrio seja alcançado, é essencial unir a alimentação adequada ao retorno à pratica de atividade física.
A idade em que a mulher engravida pode influenciar na volta à boa forma após a gestação?
Para voltar à boa forma pós parto é importante unir alimentação adequada e prática de atividade física, e amamentar também pode ser um fator auxiliar. E isto independe da idade da mulher. É claro que, conforme o avançar da idade, a mulher pode ter uma dificuldade um pouco maior para perda de peso, tendo em vista que o metabolismo muda ao longo dos anos, mas, com a prática de atividade e alimentação controlada e adequada sempre é possível ter um bom resultado. 
Confira a matéria original em Blog Barra de Cereal-Zero Hora

PERÍODO INTRAUTERINO E PRIMEIRAINFÂNCIA PRECISAM DE ATENÇÃO

Garantir um bom desenvolvimento durante a primeira infância (0 a 6 anos, conforme definido pelo Ministério da Saúde – MS) diminui as chances de aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis na vida adulta. Colesterol, doenças cardíacas, obesidade, diabete tipo 2, hipertensão e osteoporose são exemplos de enfermidades que podem ser evitadas desde a gestação, conforme mostra um estudo do epidemiologista inglês David Barker, com conclusões mundialmente reconhecidas pela comunidade científica.

“Há mais de 20 anos, o doutor Barker partiu da hipótese de que crianças que nasciam com baixo peso tinham mais infartos ou problemas do coração quando adultas. A partir daí, ele levantou outra hipótese que mostrava que algumas doenças crônicas de adultos tinham origem fetal”, explica o epidemiologista e coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança Nelson Arns Neumann. “Já se sabe que as crianças que têm algum tipo de sofrimento durante a gestação têm mais chance de desenvolver alguns tipos de doenças na vida adulta.”

Algumas justificativas para isso são velhas conhecidas: o uso de cigarros, drogas e álcool durante a gravidez, pressão alta e diabete desenvolvidos pela mãe nesse período. Outras são mais recentes, porém não menos prejudiciais, como a recusa insensata da gestante em engordar – o que deixa o bebê subnutrido –, a maternidade cada vez mais tardia e, principalmente, a antecipação do parto por causa da cesárea.

De acordo com o Minis­tério da Saúde, crianças que nascem duas semanas antes da data ideal têm 120 vezes mais chances de ter problemas respiratórios. Para Neumann, a antecipação do parto sem necessidade representa erro ou incompetência médica. “Existem casos em que você precisa fazer [o parto] antes, claro, mas em geral o médico vai acompanhando dia a dia, deixa o maior tempo possível dentro da barriga da mãe, porque, mesmo para a criança doente, a melhor UTI é dentro da barriga da mãe”, salienta.

Primeiros anos

Apesar de decisiva, a vida intrauterina não é a única que define o surgimento das doenças. Mesmo após o parto, durante os primeiros anos da criança, os pais precisam ficar atentos ao desenvolvimento dos filhos para evitar problemas futuros. Segundo o pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatra, Eduardo Vaz, negligenciar essa fase, além de contribuir para o desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis também pode causar deficiência neuronal. “Crianças com menos suporte têm a região do hipocampo [responsável, sobretudo, pelas funções relacionadas à memória] diminuído, e isso faz com que elas fiquem mais sujeitas a transtornos de depressão e ansiedade quando se tornarem adolescentes”, completa.

Apego, atenção e afetividade são essenciais

Contribuir para uma evolução saudável durante a primeira infância requer mais do que manter rotinas de cuidados com a saúde. Para o professor do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e especialista em desenvolvimento infantil Mauro Luís Vieira, apego, atenção e afetividade são essenciais. “A criança precisa da vinculação, e nada vai substituir a atenção dos pais. Como a maioria dos pais e mães trabalha fora, os poucos momentos que passam com a criança têm de ser intensivos, para que haja afetividade”, explica.

Além disso, o período inicial da vida molda o comportamento da criança. É nessa época que os pais precisam encarar a responsabilidade de impor limites. Segundo Vieira, esse é um grande problema da família atual, uma vez que vários pais e mães não têm ideia das consequências que pode causar a falta do “pulso firme” e não sabem como lidar com a situação adequadamente.

Medo

De acordo com o pediatra do Hospital Pequeno Príncipe Cícero Kluppel, a falta de imposição, que pode ser nociva para o desenvolvimento dos filhos, acontece muitas vezes porque a família tem medo de reprimir a criança. “Saímos de uma fase em que o limite era extremo e fomos para uma geração em que se permite tudo. Essa geração não está conseguindo colocar limites por medo de estar passando da conta”, explica.

No entanto, o pediatra ressalta que o limite não deve ser desconsiderado quando o assunto é comportamento, pois tal atitude traz segurança para a própria criança. “Quando há rotina, que é um tipo de limite, o filho passa a se sentir seguro porque sabe o que vai acontecer. Sem rotina, a criança vai criar mecanismos para chamar a atenção, vai agir com birra exacerbada.”
Fonte e reportagem completa: GAZETA DO POVO.

Marque uma consulta com a nossa nutricionista especialista em nutrição materno infantil, Ana Carolina Terrazzan. Fone: (51) 3361.4012
 

Suplementação na gestação

Ácido fólico e ferro são componentes indispensáveis para uma gravidez saudável, para a mãe e para o bebê. Muitas vezes, necessitam ser suplementados, mas sempre por médico ou nutricionista, nunca por conta própria.


Durante a gravidez, há um aumento das necessidades nutricionais da mulher para a formação dos componentes da gestação, para o crescimento do feto e para formar as reservas que serão utilizadas, pela mãe e pelo bebê, durante todo esse período e durante a lactação.

O ideal é que a gestante aumente a ingestão de nutrientes por meio de uma alimentação saudável e balanceada. Esse aumento deve ser orientado sempre por nutricionista, porque de nada adianta aumentar a energia da dieta se esta não for acompanhada de vitaminas e minerais essenciais a essa fase.

Devido ao aumento das necessidades de nutrientes nesse período, além de seguir um cardápio variado e rico em alimentos nutritivos, em muitos casos é necessária a utilização de suplementos, especialmente de ácido fólico e ferro, como uma forma de precaução contra possíveis deficiências que comumente ocorrem, afetando tanto a mãe como o bebê.

Ácido fólico, fundamental contra malformações

O ácido fólico é uma vitamina que atua na produção sangüínea e na produção das células, atividades que se intensificam neste período, e é fundamental para a formação do sistema nervoso do feto. A deficiência de ácido fólico está relacionada a um tipo de anemia, chamada anemia megaloblástica, e a malformações no bebê, como anencefalia e espinha bífida.

A gestante necessita de 600 microgramas dessa vitamina por dia, 200 microgramas a mais do que a mulher não grávida. No entanto, a suplementação de ácido fólico deve ocorrer um mês antes de engravidar e nos dois primeiros meses de gestação, pois o tubo neural se fecha logo na quarta semana.

Apesar da suplementação, a gestante deve continuar ingerindo alimentos ricos em ácido fólico: vegetais de folhas verdes, como espinafre e brócolis, fígado, suco de laranja, alimentos integrais e legumes.

Hoje em dia, todas as farinhas são enriquecidas com ferro e ácido fólico. Cada 100 gramas de farinha de trigo contêm aproximadamente 200 microgramas de ácido fólico. Assim, quando você consome o pão no café da manhã, já esta ingerindo esse nutriente. Mas converse com seu médico ou nutricionista.

Ferro na medida certa

O ferro faz parte da hemoglobina, substância dos glóbulos vermelhos responsável por transportar oxigênio para todo o corpo. Durante a gestação, 27 mg de ferro são necessários para a produção de mais hemoglobina para a mãe e para o feto. Se necessário, o feto recorrerá às reservas da mãe. Com o enriquecimento da farinha de trigo com ferro, cada pão de 50 gramas apresenta em média 2 mg de ferro.

Os demais nutrientes também apresentam recomendações diferenciadas para esse período. Um cardápio balanceado e o acompanhamento médico e nutricional são essenciais para essa fase.

Lembre-se: suplementação só com orientação.




Nutrissoma - Rua Marquês do Pombal, 1824/303 - Higienópolis- Porto Alegre-RS Fone:(51)33614012